Production
https://prod.org.br/doi/10.1590/S0103-65132012005000022
Production
Article

Queixas musculoesqueléticas e a prática de ginástica laboral de colaboradores de instituição financeira

Musculoskeletal complaints and labor gymnastic practice of financial institution employees

Machado Junior, José Eduardo S.; Seger, Frederico Chaves; Teixeira, Clarissa Stefani; Pereira, Érico Felden; Merino, Eugenio Andrés D.

Downloads: 0
Views: 12

Resumo

Este estudo identificou as queixas musculoesqueléticas de 16 trabalhadores de uma instituição financeira, praticantes e não praticantes de ginástica laboral, por meio do questionário do mapa corporal. Para a análise dos dados foi utilizado o teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. O grupo da ginástica laboral mostrou resultados positivos apenas para a análise da região cervical (p = 0,049), sendo as queixas nesta região mais leves (44,44%; n = 4) quando comparadas às apresentadas pelos indivíduos não praticantes de ginástica laboral. Esses trabalhadores, por sua vez, apresentaram queixas mais intensas como as moderadas (intensidade 3) (42,86%; n = 3) e consideráveis (intensidade 4) (57,14%; n = 4). As práticas em ginástica laboral, realizadas duas vezes na semana, não foram suficientes para diferenciar a intensidade das queixas musculoesqueléticas na maioria das regiões corporais analisadas, indicando a necessidades de adequação das atividades realizadas visando maior efetividade em termos musculoesqueléticos.

Palavras-chave

Queixas musculoesqueléticas. Ginástica laboral. Ergonomia.

Abstract

This research identified the musculoskeletal complaints of 16 financial institution workers, inserted and not inserted in labor gymnastic activities, through mean body map questionnaires. The Chi-Square test was applied to data analysis with 5% significance level. The labor gymnastic group showed positive results only for the cervical region analysis (p = 0.049). In the cervical region, the labor gymnastic group showed less intense complaints (44.44%; n = 4), in contrast to the non-gymnastic group. These workers, in turn, more intensely complained as moderate (intensity 3) (42.86%; n = 3) and considerable (intensity 4) (57.14%; n = 4). Labor gymnastic practices, performed twice a week, did not bring significant differences in musculoskeletal complaints in the analyses of most body regions. These results indicate the need for adjustments in the activities so that greater effectiveness in the musculoskeletal situation can be achieved.

Keywords

Musculoskeletal complaints. Bank clerks labor gymnastic. Ergonomics.

References

BARROS, E. N. C.; ALEXANDRE, N. M. C. Cross-cultural adaptation of the Nordic musculoskeletal questionnaire. International Nursing Review, v. 50, n. 2, p. 101-108, 2003. PMid:12752909. http://dx.doi.org/10.1046/j.1466-7657.2003.00188.x

BRANDÃO, A. G.; HORTA, B. L.; TOMASI, E. Sintomas de distúrbios osteomusculares em bancários de Pelotas e região: prevalência e fatores associados. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 8, n. 3, p. 295-305, 2005.

CESCHINI, F. L.; ROMERO, J.; LIMA, V. Prevalência de inatividade física e fatores associados em bancários. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 3, n. 12, p. 3-11, 2007.

CORLETT, E. N.; BISHOP, R. P. A technique for assessing postural discomfort. Ergonomics, v. 19, p. 175-182, 1976. PMid:1278144. http://dx.doi.org/10.1080/00140137608931530

DEJOURS, C. A loucura do trabalho. 5. ed. São Paulo: Cortez, 1992.

ELY, H. B. Mudanças tecnológicas nos bancos brasileiros. São Paulo: SEE/SEBE, 1996.

ENGQUIST, K.; ORBAEK, P.; JAKOBSSON, K. Musculoskeletal pain and impact on performance in orchestra musicians and actors. Medical Problems of Performing Artists, v. 19, n. 2, p. 55-61, 2004.

GAUVIN, L.; SPENCE, J. C. Physical activity and psychological well-being: Knowledge base, currents issues and caveats. Nutrition Reviews, v. 54, p. 53-65, 1996. http://dx.doi.org/10.1111/j.1753-4887.1996.tb03899.x

CRAVINA, M. E. R.; ROCHA, L. E. Lesões por Esforços Repetitivos em bancários: reflexões sobre o retorno ao trabalho. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, v. 9, n. 2, p. 41-55, 2006.

JACQUES, M. G. C.; AMAZARRAY, M. R. Trabalho bancário e saúde mental no paradigma da excelência. Boletim da Saúde, v. 20, n. 1, p. 93-106, 2006.

KUORINKA, 1. et al. Standardized Nordic Questionnaires for the Analysis of Musculoskeletal Symptoms. Applied Ergonomics, v. 18, n. 3, p. 233-37, 1987. http://dx.doi.org/10.1016/0003-6870(87)90010-X

LACERDA, E. M. et al. Prevalence and associations of symptoms of upper extremities, repetitive strain injuries (RSI) and 'RSI-like condition'. A cross sectional study of bank workers in Northeast Brazil. Public Health, v. 5, n. 107, p. 1-10, 2005. PMid:15627405. PMCid:548283.

LIMA, M. E. A. Os problemas de saúde na categoria bancária: considerações acerca do estabelecimento do nexo causal. Boletim da Saúde, v. 20, n. 1, p. 57-68, 2006.

LONGEN, W. C. Ginástica laboral na prevenção de LER/DORT: Um estudo reflexivo em uma linha de produção. 2003. 130 F. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

MACIEL, R. H. Prevenção da LER/DORT: o que a ergonomia pode oferecer. Cadernos de Saúde do Trabalhador, 2000. 26 p.

MACIEL, R. H. et al. Quem se Beneficia dos Programas de Ginástica Laboral? Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, v. 8, p. 71-86, 2005.

MARTINEZ-GONZALEZ, M. A. et al. Physical inactivity, sedentary lifestyle and obesity in the European Union. International Journal of Obesity Related Metabolism Disorders, v. 23, p. 1192-1201, 1999. http://dx.doi.org/10.1038/sj.ijo.0801049

MARTINS, C. O. Universidade Federal de Santa Catarina. Efeitos da ginástica laboral em servidores da reitoria da UFSC. 2000. 109 F. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.

MARTINS, C. O.; DUARTE, M. F. S. Efeitos da ginástica laboral em servidores da Reitoria da UFSC. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 8, n. 4, p. 7-13, 2000.

MARTINS, C. O.; MARTINS, M. O. Eficácia da ginástica laboral na prevenção aos DORT e sua aceitação por funcionários públicos de Florianópolis-SC. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DO ESPORTE - ATIVIDADE FÍSICA, 23., 2000, São Paulo. Anais... São Paulo, 2000. p. 173.

MARTINS JÚNIOR, M.; SALDANHA, M. C. W. Doenças sem doentes: ocorrência de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho - DORT nos operadores de caixa de um banco. Ação Ergonômica, v. 4, n. 1, p. 26-38, 2009.

MOREIRA, P. H. C.; CIRELLI, G.; SANTOS, P. R. B. A importância da Ginástica Laboral na diminuição das algias e melhora da qualidade de vida do trabalhador. Fisioterapia Brasil, v. 6, n. 5, p. 349-353, 2005.

MUROFUSE, N.; MARZIALE, M. Mudanças no trabalho e na vida de bancários portadores de L.E.R. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 9, n. 4, p. 19-25, 2001.

OLIVEIRA, J. R. G. O. A prática da Ginástica Laboral. 3. ed. Rio de Janeiro: Sprint; 2006.

OLIVEIRA, J. R. G. A importância da ginástica laboral na prevenção de doenças ocupacionais. Revista de Educação Física, n. 139, p. 40-49, 2007.

OLIVEIRA, P. A. B.; CAMPELLO, J. C. Cargas de trabalho e seu impacto sobre a saúde: estudo de caso em quatro instituições financeiras em porto alegre. Boletim da Saúde, v. 20, n. 1, p. 69-92, 2006.

PAFFENBARGER JUNIOR, R. S.; HALE, W. E. Work activity and coronary heart disease. New England Journal of Medicine, v. 292, p. 545-550, 1975. PMid:1128551. http://dx.doi.org/10.1056/NEJM197503132921101

PAFFENBARGER, R. S.; WING, A. L.; HYDE, R. T. Physical activity as an index of heart attack risk in college alumni. American Journal of Epidemiology, v. 108, p.161-175, 1978.

PATE, R. R. et al. Physical activity and public health: a recommendation from the Centers for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine. Jama, v. 273, p. 402-407, 1995. http://dx.doi.org/10.1001/jama.1995.03520290054029

PIERON, M. Estilo de vida, práticas de atividades físicas e esportivas, qualidade de vida. Fitness & Performance Journal, v. 3, n. 1, p. 10-18, 2004.

PINHEIRO, F. A.; TRÓCCOLI, B. T.; CARVALHO, C. V. Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Revista de Saúde Pública, v. 36, n. 3, p. 307-12, 2002. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102002000300008

PINTO, A. C. C. S.; SOUZA, R. C. P. A Ginástica laboral como ferramenta para a melhoria da qualidade de vida no setor de cozinha em restaurantes. 2004. Ensaios de Ergonomia. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2009.

SALLES-COSTA, R. et al. Gênero e prática de atividade física de lazer. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 325-333, 2003. Suplemento 2.

SANTOS, A. F. et al. Benefícios da ginástica laboral na prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar, v. 11, n. 2, p. 99-113, 2007.

SEGNINI, L. R. P. Reestruturação nos bancos no Brasil: desemprego, subcontratação e intensificação do trabalho. Educação e Sociedade, v. 20, n. 67, p. 183-209, 1999. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-73301999000200007

SILVA, A. R. L. Correlação entre lombalgia e as características antropométricas de trabalhadores bancários da cidade de Londrina -PR. 1999. 121 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1999.

TROIANO, R. P.; MACERA, C. A.; BALLARD-BARBASH, R. Be physically active each day. Howcan we know? Journal of Nutrition, v. 131, p. 451-460, 2001.

ZILLI, C. M. Manual de cinesioterapia/Ginástica Laboral: Uma Tarefa Interdisciplinar com Ação Multiprofissional. Curitiba: Lovise, 2002. 102 p.

5883a3ae7f8c9da00c8b45cf 1574685864 Articles
Links & Downloads

Production

Share this page
Page Sections